Meia centena de baleias francas ainda dá show nas praias do sul catarinense

Mas a presença da franca caiu nesta temporada, ao contrário da Península Valdéz, na Argentina, onde 788 cetáceos bateram recorde.

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Baleia-mãe com filhote semi-albino bem próximo da pra no sul / Júlio César Vicente

Ainda não há uma explicação científica para a queda no número de baleias francas na área da APA, com concentração no sul da reserva, de Imbituba até Laguna. De acordo com a bióloga Karina Groch, que fez o último sobrevoo de monitoramento, em 19 de setembro, foram contadas 49 baleias na região da APA, com concentração de Imbituba para o Sul.

“Esse número e a concentração ao sul é o mesmo panorama que eu encontrei há 20 anos atrás, quando estava pesquisando para o mestrado”, diz Karina. É um terço do número de baleias que frequentava a área na primeira década dos anos 2000. Maior autoridade brasileira na espécie, a bióloga é do Projeto Baleia Franca, atuante desde antes da criação da APA.

Para Karina, é cedo para precisar o porquê da diminuição das francas na região. Há a hipótese de que a ausência reflete a diminuição do kril na área de alimentação dos cetáceos, algo que precisa ser estudado por mais tempo. Ao mesmo tempo, vem da Península Valdês, da Argentina, a informação de um número recorde de 788 baleias este ano.

SAFÁRIS – Para o presidente da Associação de Guias Turísticos da APA, Julio Cesar Vicente, a temporada vai de vento em popa, com bons grupos diários de turistas sendo levados para observar baleias de bons mirantes no continente. “Não é como a observação por barco, mas todos saem maravilhados do passeio”, diz ele, que promove safáris na região tendo as baleias francas a maior atração.

“Em nossos safáris por praias/berçários naturais, nesses últimos dias, temos registrados a presença de baleias nas praias do Ypuã e Galheta, no Cabo de Santa Marta Pequeno, e nas praias Grande e Prainha, no Cabo de Santa Marta Grande”, registra o guia e também fotógrafo dos cetáceos.

foto de Júlio César Vicente

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