Por uma educação universal

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A reforma do ensino médio propõe que não existirá a obrigatoriedade dos alunos cursarem Biologia, Física, Química, História e Geografia em todas as séries. De tal modo que as Ciências Humanas e as da Natureza não farão mais parte do currículo obrigatório nas escolas públicas para todas as séries.

Precisamos refletir sobre essa mudança que transforma o currículo obrigatório, pois, em um contexto de proliferação de notícias falsas, manipulações e misticismos aproveitadores nas redes sociais, a ausência de disciplinas que propõem conhecimento científico e pensamento crítico tende a produzir a amplificação e a perpetuação das falácias e das distorções, tanto na internet quanto fora dela.

Se, com todas as disciplinas de caráter científico e crítico, já temos dificuldades de estimular a reflexão na sociedade, qual será o panorama das próximas gerações, a quem sonegaremos a possibilidade de uma formação completa na escola pública? Como construir uma nação laica, ética, racional e competitiva, em termos tecnológicos e científicos, sem uma escola que ofereça uma formação universal aos seus estudantes?

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